Nada nasce onde piso.
Sou peste.
Meus cabelos caem no chão
ele transpira
de medo
de pavor
de respeito. Expira.
Canto com o olho a melodia do silêncio
que derruba as traves
que sustentam
palácios.
Sou doido.
Meus pés balançam pelas avenidas
e dançam uma dança dura,
seca, estreita.
Delirante, brinco com receio
de arrebentar as amarras
que me seguram reto
sem desvios.
(...)