domingo, janeiro 22

Estranha

Apareço só depois da festa
Te propondo maluquices de feriado
Nervoso, beijo tua boca funesta
Provocante, mordes-me o lábio
Pego tua mão, ela escorrega
Abraço teu corpo, ele me nega

Quero dançar contigo nas alturas
Sem sequer ouvir a melodia
Te provocar risos, tonturas
Mas ficas aí parada, fria
Te olho querendo mais que tudo
Respondes-me com esse olhar mudo

Deito a cabeça no teu seio, carente
Tua mão nos meus cabelos se enreda
Por um minuto és minha - urgente!
De pronto te recuperas da queda
Te faço confissões de irmão
Escutas, mas vais perdendo atenção

Vou te perdendo, vagarosamente
Enquanto olhas o tempo passar
Já nem me tocas, não me sentes
Essa noite já vai se acabar
Para mim, foi bom enquanto durou
Pra ti, ainda bem que terminou

Hoje, já nem aconteceu
Nossa breve paixão pereceu


rimas pobres de algum mês de 2003