Sinto-me perdido.
Sinto-me só.
Sinto uma placa de ferro nas costas.
Sinto grilhões amarrando meus braços,
minhas pernas
à insípida realidade.
Sinto sangue escorrendo de cada poro,
das narinas,
da boca.
Sinto um negror invadindo meus olhos.
Uma náusea sobe à boca.
Uma ânsia.
Sinto a dor da inércia.
Sinto o fervilhar da boca do estômago
pronto a explodir.
Sinto muito.
Pelo menos ainda sinto.
E o corpo, ainda é pouco