Algumas vezes é uma fotografia. Outras, um toco de vela verde ardendo, ou o resto de um almoço no canto do prato. Há sempre uma coisa. Sempre algo que coloca dentro da cabeça o que não era para estar, ou pior, repõe lá versos de uma poesia antiga, conhecida. A imensa falta é então sentida, uma lacuna a preencher espaços antes repletos, cheios de vida. O que sobrou não é o que sobrou, é o que não há mais. Resta agora somente o que não restou, o que foi e cessou. É um que-pode-vir-a-ser, mas também um ninguém-garante. Fica a saudade.